Lisbon Love

amores alfacinhas, styling em cápsulas regulares e prazeres caóticos de uma multi-tasker feliz

Um dia tão bonito

METEOROLÓGICA, por Adília Lopes

             para o José Bernardino

Deus não me deu
um namorado
deu-me
o martírio branco
de não o ter

Vi namorados
possíveis
foram bois
foram porcos
e eu palácios
e pérolas

Não me queres
nunca me quiseste
(porquê, meu Deus?)

A vida
é livro
e o livro
não é livre

Choro
chove
mas isto é
Verlaine

Ou:
um dia
tão bonito
e eu
não fornico

 

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This entry was posted on 3 de Maio de 2012 by in Arts.

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